A escritora Thalita Rebouças reuniu fãs em entrevista para a Expo Livro PUC-Rio no dia 27 de agosto. Durante o bate-papo, Thalita comentou sobre a nova geração de adolescentes com acesso à internet, saúde mental e o universo LGBTQIA+. Rebouças tem 25 anos de carreira e é autora de livros como Fala sério Mãe e Confissões de uma garota excluída.

Ao ser questionada sobre o que mudou nos jovens leitores ao longo dessas quase três décadas que escreve, a autora é rápida e direta na resposta. Para ela, o que mudou foi a possibilidade de acessar o mundo na palma da mão. Porém, a autora defende que a essência não mudou e enumera: a intensidade, angústia, dúvidas, espinhas, amores não correspondidos e o drama, tudo isso continua. 

Ao longo da sua carreira, sua escrita solar foi alvo de pedidos: falar sobre automutilação, transtornos alimentares e suicídio. Em uma crescente, Thalita iniciou retratando o bullying em Confissões de uma garota excluída até retratar a bulimia e automutilação em Confissões de Uma Garota Linda, Popular e (Secretamente) Infeliz. A escritora relembrou a história por trás da trama sobre transtornos alimentares, quando um encontro com uma jovem bulímica em um banheiro de resort acionou um alerta pessoal sobre a necessidade de falar através dos seus personagens a respeito de temas mais densos. 

Nos últimos 10 anos, por uma cobrança interna, Thalita também tem tentado e conseguido colocar em pauta o universo LGBTQIA+ em sua obra. Ela considera uma necessidade utilizar sua voz para falar sobre homofobia, saída do armário, autoaceitação e fazer com que os pais leitores possam entender melhor seus filhos LGBTQIA+. Com 25 anos de carreira, a escritora quer fazer do mundo um lugar melhor, livre de preconceitos. 

Maria Eduarda, 20, fã de carteirinha desde 2017 queria voltar a ler mais quando comprou Confissões de uma garota excluída e o resultado? leu tudo em 1 dia. Desde então, segue a autora pelas Bienais do Rio de Janeiro. Nessa ocasião, o que mais lhe marcou foi o testemunho de Thalita sobre sua escrita que retrata a alma do jovem. Maria Eduarda explica que se sente acolhida pela escritora e seus livros. 

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