A jornalista e escritora Miriam Leitão falou sobre seu processo de escrita em entrevista para o jornalista Guilherme Amado na ExpoLivro PUC-Rio, evento literário da universidade. Nova imortal da academia brasileira de letras, Miriam contou da sua relação com a literatura, além de contar os bastidores de alguns de seus títulos. A escritora é autora de livros como História do futuro e Amazônia na encruzilhada.
Jornalista desde 1972, Miriam lançou seu primeiro livro em 2010. Confessadamente de dois amores, apaixonada por literatura e jornalismo, a escritora acredita que o jornalismo pavimentou seu caminho na escrita. Como exemplo, citou o processo de escrita da ficção Tempos Extremos, que se passa na época da escravidão e da ditadura, onde utilizou informações provenientes das reportagens que produziu sobre o Cais do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos, no Rio de Janeiro.
Questionada sobre a origem da sua relação com a literatura, Miriam relembrou sua infância e juventude. Filha de pastor presbiteriano e de uma professora do ensino fundamental, a mineira contou que sua casa vivia “lotada” de livros, mesmo residindo em uma cidade onde não existiam livrarias. Seu primeiro contato com o universo literário foi através da leitura diária da Bíblia. Leitão descreveu esses momentos como parte de uma leitura questionadora.
Em uma das mais recentes publicações, Amazônia na encruzilhada, a autora retrata o bioma e na entrevista explicou que existe uma possível conciliação entre a questão ambiental e a econômica. “Eu nunca saio da Amazônia da mesma forma que eu entrei”, comentou a jornalista sobre sua relação de escuta e aprendizagem com a maior floresta do planeta e o povo indígena.
Recém-empossada na Academia Brasileira de Letras, a escritora ocupa a sétima cadeira, atribuída anteriormente a Caca Diegues. A jornalista foi eleita com 20 votos de um total de 37. No decorrer da entrevista, Guilherme Amado relembrou a posse da jornalista na Academia e narrou o evento como emocionante. Gregária, Miriam tomou posse cercada pela própria família e diz ter sentido a presença de cada um dos seus onze irmãos ao falar no púlpito.
Miriam é escritora e possui 16 livros publicados de diversos gêneros literários, como: não ficção, crônica, romance, além de literatura infantil e juvenil. É jornalista de jornal impresso, rádio, TV e digital. Desde 1991 está no grupo Globo, onde é colunista do jornal O Globo, comentarista do Bom Dia Brasil, Globonews, CBN e âncora do programa de entrevistas Míriam Leitão Globonews.
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